Como observa o empresário Alex Nabuco dos Santos, a avaliação imobiliária tradicional costumava concentrar-se quase exclusivamente na localização, na metragem e no padrão de acabamento visível. Com o amadurecimento do mercado, tornou-se claro que o custo de manutenção de um imóvel é tão relevante quanto o seu preço de aquisição. Um edifício que consome recursos de forma excessiva transforma-se em passivo financeiro para o proprietário. Nesse contexto, a eficiência energética emergiu como indicador técnico capaz de diferenciar ativos resilientes daqueles sujeitos à depreciação acelerada.
Na prática, avaliadores e fundos de investimento passaram a incorporar o desempenho energético na mensuração de risco. Imóveis excessivamente dependentes de iluminação artificial ou com sistemas de climatização ineficientes tendem a ser penalizados em análises técnicas. Essa mudança reflete uma lógica pragmática: a economia nas contas de utilidades amplia a renda líquida do morador e melhora a rentabilidade de ativos locados. Assim, a eficiência deixa de ser conceito abstrato e passa a integrar diretamente o fluxo de caixa do imóvel.
Qual é o peso das certificações técnicas na composição do valor de mercado?
As certificações de sustentabilidade funcionam como evidência técnica de que o empreendimento atende a padrões rigorosos de desempenho. Segundo Alex Nabuco dos Santos, selos como LEED, AQUA e EDGE fornecem base confiável para que avaliadores justifiquem valores de metro quadrado mais elevados.
A envoltória do edifício é um dos elementos que mais impactam a carga térmica e, consequentemente, o desempenho energético global. O uso de vidros de alta performance e sistemas de sombreamento inteligente vem sendo avaliado com rigor crescente por peritos e investidores.
Fachadas que permitem ampla entrada de luz natural sem ganho térmico excessivo reduzem significativamente a necessidade de climatização artificial, principal responsável pelo consumo elétrico elevado em muitos edifícios brasileiros. O resultado é menor custo operacional e melhor posicionamento técnico do ativo.
De que forma a performance energética protege o patrimônio contra a obsolescência?
O conceito de obsolescência imobiliária está cada vez mais ligado à incapacidade do edifício de atender às novas exigências de consumo consciente. Como ressalta Alex Nabuco dos Santos, propriedades que negligenciam a eficiência energética correm maior risco de se tornarem ativos pouco atrativos ao mercado devido ao alto custo de posse.
A proteção patrimonial depende, portanto, da capacidade do imóvel de manter sustentabilidade financeira ao longo do tempo, consumindo menos energia para entregar o mesmo nível de conforto. A avaliação técnica moderna já considera o ciclo de vida completo do edifício, incluindo facilidade de manutenção e durabilidade dos sistemas eletromecânicos.
De acordo com Alex Nabuco dos Santos, projetos que incorporam iluminação LED, sensores de presença e sistemas de recuperação de calor demonstram inteligência construtiva valorizada por compradores qualificados. Como consequência, apresentam liquidez superior e maior resiliência frente às transformações do mercado.

A eficiência como pilar da valorização imobiliária
A consolidação da eficiência energética como critério técnico de avaliação representa uma mudança estrutural na indústria da construção civil. A fase em que a estética isolada garantia o sucesso de um empreendimento foi substituída por um mercado orientado por dados, desempenho e economia real. Investir em soluções de baixo consumo deixou de ser apenas uma escolha ética para tornar-se decisão estratégica de valorização patrimonial.
Como sintetiza Alex Nabuco dos Santos, a precisão técnica na especificação de materiais e sistemas será determinante para posicionar um imóvel no ranking de desejabilidade do mercado. Ao priorizar o desempenho energético, o setor imobiliário eleva o padrão de suas entregas e oferece ao consumidor não apenas conforto, mas também segurança financeira de longo prazo, algo que o luxo meramente superficial não é capaz de sustentar.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
