Os investimentos publicitários no Brasil movimentaram R$ 13,815 bilhões em compra de mídia entre janeiro e junho de 2026, segundo o painel Cenp-Meios. O valor representa crescimento de 15,8% em comparação com o mesmo período de 2025. O levantamento reúne informações de 306 agências e indica um mercado em expansão, mas também marcado pela disputa equilibrada entre diferentes canais de comunicação.
A internet concentrou 40,7% da verba destinada à compra de mídia no primeiro semestre, com aproximadamente R$ 5,62 bilhões. A televisão ficou praticamente empatada, com participação de 40,6% e cerca de R$ 5,61 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Cenp em 16 de setembro de 2026 e mostram que a liderança digital ainda ocorre por uma margem estreita.
Internet e televisão disputam a liderança
O equilíbrio entre internet e televisão é um dos principais pontos do novo painel. Embora os ambientes digitais tenham alcançado a maior fatia dos investimentos, a diferença de participação entre os dois meios foi de apenas 0,1 ponto percentual. Isso sugere que a expansão da publicidade digital não significa, necessariamente, uma substituição imediata da televisão nos planos de mídia dos anunciantes.
A análise publicada pelo Meio & Mensagem reforça a relevância dessa disputa para o planejamento de campanhas. Na prática, as marcas continuam avaliando a combinação entre alcance, frequência, segmentação e capacidade de gerar resultados em diferentes pontos de contato com o público.
Dentro da internet, o painel Cenp-Meios detalha a distribuição dos investimentos entre formatos como display, redes sociais, vídeo e busca. Essa divisão oferece às agências e aos anunciantes elementos para analisar não apenas quanto é destinado ao ambiente digital, mas também como a verba é distribuída entre objetivos e formatos distintos.
Mídia exterior alcança maior participação histórica
O terceiro maior meio no ranking do primeiro semestre foi a mídia exterior, conhecida como OOH, sigla para out of home. O segmento respondeu por 13,4% dos investimentos, o equivalente a aproximadamente R$ 1,86 bilhão. De acordo com a cobertura do Meio & Mensagem, esse foi o maior share registrado pelo OOH na série histórica do Cenp-Meios.
O resultado coloca a mídia exterior em posição de destaque na movimentação do mercado publicitário brasileiro. Além dos formatos tradicionais, o avanço dos painéis digitais amplia as possibilidades de atualização de peças, segmentação de mensagens e integração com estratégias desenvolvidas para canais online.
O chamado DOOH, ou mídia exterior digital, também se conecta à busca dos anunciantes por campanhas capazes de combinar presença física e recursos de mensuração. A cobertura do Meio & Mensagem aponta o crescimento do OOH como parte de uma transformação do setor, impulsionada pela digitalização dos painéis e por novas possibilidades de uso dos espaços urbanos.
O que os números indicam para anunciantes
Os dados do primeiro semestre sugerem um cenário de composição entre meios, e não de substituição simples de um canal por outro. Internet, televisão e mídia exterior cumprem funções diferentes dentro das campanhas e podem ser planejadas de forma complementar, conforme os objetivos de comunicação, o público pretendido e a necessidade de mensuração.
Para as agências, o desafio está em definir a combinação mais eficiente entre canais e formatos. A internet oferece recursos de segmentação e acompanhamento de desempenho, enquanto a televisão mantém participação próxima à do digital. O OOH, por sua vez, amplia a presença das marcas em ambientes de circulação e ganha novas ferramentas com a adoção de telas digitais.
O crescimento de 15,8% na compra de mídia mostra que o mercado publicitário brasileiro iniciou 2026 em ritmo positivo. Ao mesmo tempo, a proximidade entre internet e televisão e o avanço histórico da mídia exterior indicam que o planejamento de comunicação tende a ser cada vez mais integrado, com decisões baseadas na combinação entre alcance, contexto, presença de marca e resultados.
Os números apresentados pelo Cenp-Meios se referem ao período de janeiro a junho de 2026 e têm como base os dados das agências participantes do painel. Por isso, o levantamento funciona como um retrato da compra de mídia no intervalo analisado e como referência para acompanhar a evolução dos canais no mercado brasileiro.
