Golpes contra aposentados mudam de cara: descubra os 7 mais comuns com o Sindnapi!

Por Diego Rodríguez Velázquez
Sindnapi - Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos

O Sindnapi — Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos observa que os golpes contra idosos não desapareceram, eles se modernizaram. Se antes o criminoso batia à porta, hoje ele chega pelo telefone, pelo WhatsApp e por links que imitam com perfeição sites de bancos e órgãos públicos. E o alvo preferido continua sendo o mesmo: o aposentado, que tem renda fixa, costuma atender ligações e, muitas vezes, ainda está se adaptando ao mundo digital. 

Conhecer o roteiro dos criminosos é, por isso, a defesa mais eficiente. Quem sabe como o golpe funciona reconhece a abordagem nos primeiros segundos e desliga o telefone antes de qualquer prejuízo.

A seguir, os sete golpes mais comuns contra aposentados neste momento e a forma de escapar de cada um.

Os golpes que chegam pelo telefone: falsa central e empréstimo não pedido

O primeiro da lista é o da falsa central do banco ou do INSS: alguém liga, se apresenta como funcionário, cita dados verdadeiros da vítima e anuncia um problema urgente: uma compra suspeita, um bloqueio do benefício. A “solução” sempre envolve confirmar senhas ou transferir dinheiro para uma “conta segura”. A regra de ouro: banco e INSS não pedem senha nem transferência por telefone, nunca. Ao menor sinal, desligue e procure o canal oficial por conta própria.

O segundo é o empréstimo consignado não solicitado, em que o valor simplesmente aparece na conta e as parcelas passam a ser descontadas do benefício. O Sindicato Nacional dos Aposentados esclarece que, nesses casos, o aposentado não gaste o dinheiro, registre reclamação formal no banco e exija o cancelamento, e que consulte periodicamente seu extrato de empréstimos no aplicativo ou site oficial do INSS para flagrar contratos que não reconhece.

O terceiro golpe é o do WhatsApp: bandidos clonam o perfil do filho ou neto e mandam a famosa mensagem do “número novo”, solicitando um empréstimo de dinheiro com urgência. A defesa é muito simples e absolutamente segura: basta ligar para o antigo número da pessoa antes de realizar qualquer transferência.

O quarto é o phishing, que envolve links fraudulentos enviados por SMS ou e-mail com promessas de “recadastramento”, “prova de vida obrigatória” ou “valores a receber”. A página está copiando o site oficial e captura senhas e dados. Aqui, a segurança digital se resume a um hábito: jamais clicar em links recebidos; sempre digitar o endereço oficial ou usar o aplicativo instalado.

O quinto é o falso benefício ou revisão milagrosa: alguém promete liberar um valor “esquecido” ou uma revisão garantida da aposentadoria mediante pagamento adiantado. Direito não se compra por Pix, desconfie de qualquer cobrança antecipada para “liberar” dinheiro.

Sindnapi - Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos
Sindnapi – Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos

Os golpes presenciais que nunca saíram de moda

O sexto golpe é o do cartão trocado ou do falso motoboy: após uma ligação alarmante, um suposto funcionário vai até a casa da vítima “recolher o cartão para perícia”. Nenhuma instituição faz isso. Cartão com suspeita de fraude se bloqueia pelo aplicativo ou pela central oficial e nunca sai das mãos do dono.

O sétimo é a abordagem na porta de agências e caixas eletrônicos, em que o criminoso se oferece para “ajudar” o idoso com a máquina e memoriza a senha. O Sindnapi elucida que a prevenção passa por nunca aceitar ajuda de estranhos em operações bancárias e, quando possível, resolver o que for viável pelos canais digitais oficiais, em casa e com calma.

O que todos esses golpes têm em comum?

Por trás dos sete roteiros existe um único mecanismo: a urgência fabricada. O golpista cria um cenário de emergência (conta invadida, parente em apuros, benefício prestes a ser cortado) justamente para impedir que a vítima pense, consulte alguém ou verifique a informação. O Sindnapi resume a orientação em uma frase que vale ser repetida em família: nenhuma decisão financeira legítima precisa ser tomada em cinco minutos. Quem pressiona, quase sempre, quer enganar.

Vale também o combinado doméstico: eleger uma pessoa de confiança para ser consultada antes de qualquer transferência fora da rotina. Essa pausa de uma ligação desmonta a maioria das fraudes.

Informação compartilhada é a melhor vacina contra a fraude

Golpes mudam de formato a cada ano, mas morrem quando encontram uma vítima informada. Por isso, este é o tipo de conteúdo que ganha valor ao ser conversado em voz alta: no almoço de domingo, no grupo da família, na sala de espera. Cada idoso que aprende a reconhecer uma abordagem fraudulenta protege também os amigos a quem contará a história.

Quem foi abordado por golpistas ou quer orientação sobre prevenção e defesa de seus direitos pode procurar o Sindnapi pela Sede Nacional: (11) 3293-7500 — WhatsApp: (11) 92007-9443.

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