Elias Assum Sabbag Junior, empresário e especialista em embalagens plásticas, acompanha as transformações que colocaram a durabilidade e a reutilização no centro das decisões logísticas, em substituição a um modelo baseado em descarte constante. Caixas que antes eram descartadas após um único uso hoje circulam dezenas de vezes entre centros de distribuição, fábricas e pontos de venda.
Essa mudança de comportamento, silenciosa para o consumidor final, mas estratégica para a indústria, tem um nome: plástico corrugado. E ela está redefinindo a forma como os produtos se movem dentro das cadeias logísticas brasileiras. Quer saber mais? Acompanhe a seguir!
Papelão versus plástico corrugado: qual modelo realmente vence na prática?
Por muito tempo, o papelão ondulado foi sinônimo de embalagem de transporte. Sua produção em larga escala, custo relativamente baixo e capacidade de reciclagem consolidaram esse domínio por décadas. Mas a comparação direta entre papelão e plástico corrugado revela nuances que a indústria passou a considerar com mais atenção.
O plástico corrugado suporta múltiplos ciclos de uso sem perda significativa de resistência estrutural, enquanto o papelão tende a se deteriorar após exposição à umidade ou múltiplas movimentações. Elias Assum Sabbag Junior, empresário e especialista em embalagens plásticas, atua em um mercado que tem reavaliado essa comparação à medida que operações logísticas exigem maior previsibilidade. Em operações que envolvem transporte refrigerado, exportação ou ambientes de alta umidade, essa diferença se traduz em menos perdas de produto e menos substituição de embalagens.
Por que a reutilização se tornou prioridade estratégica para o setor?
Embalagens de uso único representam custo recorrente: cada ciclo logístico exige nova compra, novo descarte, novo processamento. Já uma embalagem retornável, projetada para resistir a dezenas ou centenas de ciclos, distribui esse custo ao longo do tempo e reduz a geração de resíduos por unidade transportada.
Esse cálculo ganhou peso à medida que centros de distribuição passaram a operar sob pressão por eficiência. Elias Assum Sabbag Junior, empresário e especialista em embalagens plásticas, está inserido em um setor que tem tratado a redução de fricção operacional como prioridade direta de competitividade. Cada quilograma de embalagem descartada representa não apenas custo ambiental, mas também tempo de processamento, espaço de armazenamento e mão de obra dedicada à logística reversa de resíduos. Portanto, embalagens retornáveis, quando bem geridas, eliminam boa parte dessa fricção operacional.
O desafio da logística reversa para embalagens reutilizáveis
Reutilizar uma embalagem pressupõe que ela retorne ao ponto de origem. Esse retorno, no entanto, exige coordenação entre múltiplos elos da cadeia: fabricante, transportadora, centro de distribuição e ponto de venda precisam operar de forma sincronizada para que as caixas corrugadas voltem ao ciclo produtivo em tempo hábil.

Sistemas de rastreamento por código de barras e, mais recentemente, por RFID têm sido incorporados para reduzir perdas e monitorar a circulação dessas embalagens. Sem esse controle, o risco de extravio aumenta, e o benefício econômico da reutilização se dissolve rapidamente. A maturidade tecnológica desses sistemas tem sido decisiva para viabilizar operações de retorno em larga escala, especialmente em redes de distribuição com múltiplos pontos de coleta espalhados por diferentes regiões do país.
Eficiência energética e redução de emissões na cadeia logística
Embalagens mais leves e duráveis também impactam diretamente o consumo de combustível no transporte, informa Elias Assum Sabbag Junior. Caminhões carregando o mesmo volume de produtos com embalagens mais leves consomem menos combustível por viagem, o que se traduz em redução de emissões de gases de efeito estufa ao longo de toda a cadeia.
Empresas do setor de embalagens plásticas, como a Cartonale, têm direcionado parte de seus investimentos para o desenvolvimento de soluções corrugadas mais leves sem comprometer a resistência estrutural, buscando equilibrar eficiência logística com redução do impacto ambiental. Esse tipo de engenharia de materiais exige testes extensivos, já que reduzir a espessura sem perder rigidez estrutural é um equilíbrio técnico delicado, sobretudo em embalagens destinadas a produtos pesados ou frágeis.
O horizonte da logística sustentável no setor de embalagens
A tendência observada no setor aponta para modelos híbridos, em que embalagens retornáveis convivem com soluções descartáveis recicláveis, escolhidas conforme a natureza de cada operação logística. Conforme evidencia Elias Assum Sabbag Junior, essa segmentação reflete uma maturidade crescente da indústria, que abandona soluções únicas em favor de estratégias adaptadas à realidade de cada cadeia.
À medida que sensores de rastreamento se tornam mais acessíveis e a infraestrutura de logística reversa se expande, a expectativa é que a reutilização deixe de ser exceção e passe a integrar o planejamento padrão de novas operações logísticas no país, alterando de forma duradoura a relação entre custo, durabilidade e impacto ambiental nas cadeias de distribuição.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
