A União Europeia anunciou nesta segunda-feira, 26, que abriu uma ação legal contra a AstraZeneca pelos atrasos nas entregas das vacinas contra Covid-19. O porta-voz da Comissão Europeia, Stefan De Keersmaecker, argumentou que os termos do contrato “não foram respeitados e a empresa não estava em posição de chegar a uma estratégia confiável para garantir a entrega atempada das doses”. “O que importa para nós, neste caso, é que queremos garantir que haja uma entrega rápida de um número suficiente de doses a que os cidadãos europeus têm direito e que foram prometidas com base no contrato”, completou. Em comunicado, a farmacêutica sueco-britânica lamentou a decisão do bloco econômico a de iniciar uma disputa judicial. “Após um ano sem precedentes de descobertas científicas, negociações muito complexas e desafios de fabricação, nossa empresa está prestes a entregar quase 50 milhões de doses aos países europeus até o final de abril, em linha com nossa previsão. A AstraZeneca cumpriu integralmente o Contrato de Compra Antecipada com a Comissão Europeia e se defenderá veementemente no tribunal. Acreditamos que qualquer litígio não tem mérito e saudamos esta oportunidade de resolver esta disputa o mais rápido possível”, acrescentou. 

Desde o dia 26 de março, a União Europeia está barrando a exportação de todas as doses da vacina de Oxford que estão sendo fabricadas em qualquer um dos seus 27 países-membro. A medida ficará em vigor até que a AstraZeneca, que está utilizando 52 fábricas dentro do bloco econômico para produzir os imunizantes, volte a cumprir o seu contrato com a Comissão Europeia. Até agora, a empresa entregou aos países-membro apenas 30 milhões das 90 milhões de doses que haviam sido prometidas para o primeiro trimestre de 2021. Além disso, a AstraZeneca já alertou que, no segundo trimestre, fornecerá apenas 70 milhões, ao invés dos 180 milhões previstos inicialmente no contrato de venda.