Com a aproximação do Dia das Mães, os laboratórios registraram aumento da demanda por testes de Covid-19. O objetivo é procurar uma alternativa para comemorar a data junto aos familiares. Em um laboratório no Centro de São Paulo, que faz testes do tipo RT-PCR, a procura subiu 20%. O diretor do local, o biólogo Flávio Canavez, explica que a maioria das pessoas que estão fazendo o exame não têm nenhum tipo de sintoma, o que indica que elas querem apenas reforçar a segurança. “Com a abertura da economia você tem uma variação, você tem um aumento de procura muito em função de pessoas que estão saindo e estão testando. Nessa semana especificamente você vê um aumento ali em torno de 20% com uma redução da positividade que deve ser característica das situações nas quais as pessoas testam sem ter nenhum sintoma. Quando começou o aumento do número de positivos, a segunda onda, a gente tinha uma positividade no laboratório em torno de 30% e hoje a gente está por volta de 12, 13% de positividade, mostrando que as pessoas que estão saudáveis estão testando mais”, afirmou.

A Organização Mundial da Saúde defende que evitar reuniões familiares é a “aposta mais segura” para este dia das mães. Espaços fechados, mal ventilados e com aglomerações regadas a álcool, como normalmente acontece, podem contribuir para o alastramento da Covid-19.O infectologista Renato Kfouri diz que os testes de Covid-19 podem ajudar, mas alerta que nenhum método é totalmente seguro. “A testagem deve ser próxima ao evento, cerca de 48 horas é suficiente, 24 horas, para que naquele período o risco da pessoa estar com o vírus seja minimizado, mas lembrar que na fase do teste há uma janela. A pessoa pode ter adquirido o vírus, no teste não aparecer e um ou dois dias depois ela manifestar os sintomas, inclusive a presença do vírus nas suas secreções”, afirmou. Para ele, o número de casos da doença pode voltar a subir depois do Dia das Mães. Caso haja encontros, Renato Kfouri relembra a importância do uso de máscaras, de um ambiente aberto e do distanciamento social.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini