A Suécia se tornou no principal foco de contágio do coronavírus da Europa, considerando proporcionalmente o tamanho do país e número de novos casos da Covid-19 registrados. Há algumas semanas, o governo de Estocolmo aprovou regras no parlamento local para implementar um lockdown e algumas restrições à circulação de pessoas ao redor do país. O tema é controverso, já que a Suécia adotou um caminho bem diferente do restante da Europa, evitando o fechamento do comércio, de escolas e restrições mais severas para população. O problema é que a atitude, atualmente, representa aumento expressivo de casos da doença no país. Com aprovação das restrições já apresentada pelo governo, a discussão é sobre quando as regras serão adotadas no país.

Além da Suécia, outros países europeus também estão sofrendo com o aumento de casos e discutem sobre a implementação das medidas de toque de recolher e restrição de circulação. Na Alemanha, por exemplo, Angela Merkel sofre pressão política contra o lockdown imposto pelo governo. Alguns estados do país adotando as próprias medidas de flexibilização da quarentena. Ao mesmo tempo, no Reino Unido, onde vacinação é a mais avançada da Europa, o governo insiste para população se mantenha alerta com as altas contaminações. Embora a média nacional apresenta significativa redução das contaminações, algumas locais apontam aumento do contágio. Por isso, um dos chefes da equipe médica do governo de Boris Johnson pediu, durante coletiva nesta sexta-feira, 26, que as pessoas não coloque “tudo a perder”, sinalizando que “não é hora de relaxar”.