O secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, admitiu que o Estado fechou as escolas muito cedo. Porém, para o que se sabia na época, era o momento ideal. “Olhando para trás, para o que a gente sabe hoje, nós fechamos muito cedo, sim. As informações que a gente tinha era de que próximo a uma gripe. O vírus da gripe tem uma transmissibilidade forte por crianças. Hoje sabemos que a Covid-19 não é assim. Se eu pudesse voltar no tempo, tomaria uma decisão diferente de prolongar as aulas até onde fosse possível. O prejuízo foi imenso”, disse. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, ele falou sobre a vacinação dos profissionais da educação, que começou no último sábado, 10, para quem tem 47 anos ou mais. Entretanto, Rossieli alertou que a volta às aulas não pode ser condicionada à aplicação do imunizante — mas sim aos protocolos de segurança. “Temos condições de retorno seguro com o cumprimento dos protocolos independente de quem já vacinou. Voltar às aulas é seguro.”

De acordo com Rossieli, 350 mil profissionais devem ser imunizados nesta etapa — 111 mil apenas da rede estadual. Dos 300 mil com cadastro regular, 50 mil já se imunizaram apenas na capital paulista. Ainda assim, o secretário afirmou que os sindicatos são contrários ao retorno das atividades presenciais. “Não deveríamos discutir se volta ou não, mas o que é preciso fazer para a volta com segurança”, afirmou. Sobre as orientações de retorno na próxima quarta, dia 14, Rossieli Soares pediu para que só retome quem realmente precisa. “É fundamental voltar em rodízio, continuar esse processo e priorizar a fase de alfabetização.”