Em uma reunião emergencial nesta nesta segunda-feira, 31, a Conmebol decidiu transferir para o Brasil a realização da Copa América de futebol, prevista para acontecer entre 11 de junho e 1o de julho. Após o anúncio, governadores de Estados que estão sendo cotados para receber as partidas se manifestaram. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), defendeu o adiamento da competição continental em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta terça-feira, 1º. “Recentemente decretamos a Onda Roxa em Minas devido ao avanço da Covid-19. Nosso estado foi um dos últimos a adotar o fechamento total, apenas aplicamos o lockdown quando ficou claro que o sistema de saúde entraria em colapso. A atual situação ainda não é confortável, nossos hospitais estão com uma taxa de ocupação muito elevada. Precisamos lembrar que os jogos internacionais apresentam um risco maior, já que o país receberá jogadores e outros profissionais de todo o canto do mundo”, disse.

Em sua fala, Zema falou fez referência à Onda Roxa, a fase mais restritiva do programa Minas Consciente, criado pelo governo estadual para conter a pandemia na região. Na Onda Roxa, atividades consideradas não essenciais precisam obedecer a diversas restrições. Além disso, entram em vigor medidas como toque de recolher das 20 horas às 5 horas e proibição de eventos em espaços públicos ou privados. Apesar de discordar da realização da Copa América no Brasil, o governador não descartou a possibilidade de sediar jogos em Minas Gerais. “Enxergo que não é recomendado realizar a competição agora. Não sou profissional da saúde, mas entendo que estamos no meio de uma pandemia e o ideal seria jogar a Copa América para adiante, como fizemos no último ano com a realização da Copa do Mundo. Agora, nós temos protocolos de segurança. Se os jogos respeitarem nossos protocolos, podemos até avaliar se receberemos as partidas em nossa região”, concluiu.

Confira na íntegra a entrevista com o governador Romeu Zema: