Se medidas não forem tomadas rapidamente, a rede de saúde do Rio de Janeiro pode colapsar nesta semana — no mais tardar na semana que vem. Especialistas, com base em dados disponibilizados pelo próprio governo carioca e fluminense, estão preocupados com o avanço vertiginoso da pandemia da Covid-19. Há uma disseminação muito forte ao longo das ultimas duas ou três semanas, especialmente com a predominância na circulação da variante P1 de Manaus.

Segundo especialistas, dois terços das cidades do Estado já não tem mais leitos de UTI para pacientes. Pelo menos 16 municípios estão com 100% de taxa de ocupação — as outras 46 cidades nunca sequer tiveram leitos de terapia intensiva. A situação é mais típica em cidade de pequeno porte, no interior do Estado. Na capital, a taxa de ocupação de UTI está acima de 90% nas últimas três semanas. A Prefeitura já não tem mais tanto fôlego para abertura de leitos.

O governo estadual, que também vê suas taxas subindo, se comprometeu já a partir desta semana a conseguir a abertura na rede federal. A promessa, feita pelo Ministério da Saúde, é de 560 leitos. O próprio Estado vai viabilizar mais 200 leitos e contratar de 160 a 180 leitos da rede particular de saúde — que também está muito demandada, com UTIs e enfermarias lotadas. As autoridades foram alertadas que, nos próximos dias, não está descartada a possibilidade de faltar insumo e kit intubação para pacientes.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga