Desde que a crise da Covid-19 surgiu, especialistas alertam que essa não deve ser a última pandemia que viveremos. Ao contrário: tudo indica que elas serão mais frequentes nos próximos anos. A explicação está na degradação do meio ambiente e nas mudanças climáticas. Pensando nisso, alguns países incluíram a conservação da natureza como uma prioridade no pós-pandemia. Por outro lado, pelo menos 22 países propuseram ou promulgaram ações que enfraquecem a proteção ambiental. Nesta lista consta o Brasil, que fechou 2020 com o maior número de queimadas desde 2010.

Em março deste ano, a Amazônia atingiu o maior índice de desmatamento, com 367 quilômetros quadrados de floresta destruídos. Além disso, os brasileiros geram mais de 325 mil toneladas de lixo plástico que vão parar no oceano. E os números só aumentam. Durante a pandemia, o consumo de plástico explodiu à medida que aumentou o número de pedidos de delivery. Junto com as refeições, chegam também talheres, copos, misturadores e sachês feitos do produto. Por isso, a ONG Oceana criou uma campanha em dezembro do ano passado chamada #DeLivreDePlástico. A ação pede que os aplicativos de entrega de comida se comprometam a reduzir a quantidade de plástico descartável enviado. É o que explica a gerente da organização, Lara Iwanicki. “Alguns aplicativos tiveram um aumento de mais de 100% nas entregas e, consequentemente, um aumento do plástico descartável. A campanha pede para que os aplicativos assumam essa responsabilidade e ofereçam opções livres de plástico até 2025.”

Por outro lado, há empresas que se preocupam com as causas sustentáveis e a preservação do meio ambiente. Uma delas é um banco digital, que foi inaugurado no dia da árvore, 21 de setembro de 2019. Localizada em Rondônia, a empresa financia uma área de reserva legal da Amazônia no estado que tem 700 hectares de floresta. A cada conta aberta no banco, uma árvore é preservada. A supervisora de marketing da startup, Laurenice Souza, explica a relação que existe entre dinheiro e meio ambiente. “Da mesma forma que a gente aplica essa consciência para preservação ambiental, a gente também tem essa consequência em relação a nossa finanças. Dinheiro também é um recurso e ele precisa ser bem empregado.” É por isso que governo, população e empresas devem se unir na preservação daquilo que há em comum entre eles: o planeta.

*Com informações da repórter Nicole Fusco