O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse que o seu governo pretende vacinar contra a Covid-19, pelo menos com a primeira dose, todos os adultos do país até o dia 31 de julho, um mês antes do prazo estipulado anteriormente, informou a BBC. “Alcançar 15 milhões de vacinas distribuídas foi um marco significativo. Não haverá redução e quero ver a imunização ir mais longe e mais rápido nas próximas semanas”, afirmou o premiê, em comunicado repercutido pela imprensa local. Johnson ainda disse que, apesar do avanço da imunização, o relaxamento das restrições no país por conta da pandemia ocorrerão de forma “cautelosa e faseada”. O Reino Unido tem a terceira maior taxa de vacinados a cada 100 habitantes do mundo, de 26,30, de acordo com dados coletados pela plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford.

O país com a maior taxa de vacinados segundo o levantamento, Israel suspendeu diversas restrições à atividades impostas durante a pandemia. A maioria das escolas de ensino fundamental e médio no país reabriram após um fechamento de quase dois meses, junto com museus, bibliotecas, shoppings e mercados. Algumas restrições quanto ao número de pessoas presentes nas salas de aula permanecem em vigor, porém a estimativa é que todo o sistema educacional volte às operações normais no início de março. Academias, piscinas, cinemas e restaurantes estão abrindo espaço para pessoas que receberam duas doses da vacina contra o coronavírus.

O governo israelense também revelou seu plano para que cidadãos imunizados possam participar de eventos culturais, viajar ao exterior e frequentar restaurantes e academias usando um aplicativo para celulares que oferece um “selo verde” que confirma o recebimento das doses da vacina. Uma pesquisa feita no país indicou que o imunizante fabricado pela BioNTech e Pfizer foi capaz de conter infecções em 89,4% das pessoas que tomaram a vacina, fornecendo a primeira indicação de que a vacinação reduz a transmissão do coronavírus entre cidadãos, mesmo assintomáticos, de acordo com reportagem da Bloomberg. Antes, apenas resultados de estudos clínicos feitos em laboratório estavam disponíveis.

* Com informações do Estadão Conteúdo e agências internacionais