As prefeituras querem agilizar a compra de imunizantes contra a Covid-19. Por isso, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) criou o Consórcio Nacional de Vacinas das cidades brasileiras. Segundo o presidente da FNP, Jonas Donizette, a meta é ampliar o leque de compostos para a população. “Nós temos agora uma meta. Antecipar o que puder antecipar, ir em busca de 20 milhões de doses”, disse. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, disse que a medida vem em boa hora para o combate à pandemia. “Eu acho que essa iniciativa salutar e, como o senhor já expôs, contou, inclusive, com decisão favorável do Supremo.”

Já o ex-ministro do STF, Carlos Ayres Britto, defende autonomia para a compra tamanho descompasso entre as esferas governamentais. “Eu tenho que dizer isso, com todo respeito, em que a união não faz a força. A União não tem feito a força. E os senhores não podem deixar de cumprir, os municípios e os Estados, não podem deixar de cumprir, assim como o Distrito Federal, o seu dever constitucional com a população porque a União não se faz exemplar e não tem servido bem para o princípio da eficiência.”

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, indica que a autonomia é mais do que necessária. “Os problemas, infelizmente, do Brasil se dão na falta da união e também, em alguns casos, da falta de Estado. E fica claro a que me refiro”, disse. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, ressalta que os gestores conta com uma coordenação nacional. “Infelizmente, abandonadas por uma falta de coordenação nacional, que eu posso dizer tenho assistido a isso com perplexidade”, apontou. Um dos pedidos dos prefeitos com a compra das vacinas pelo consórcio é ter flexibilidade para escolher os grupos prioritários. A Organização Pan-Americana da Saúde vai cooperar com a iniciativa.

*Com informações do repórter Daniel Lian