A brasileira Tássia Sena já tinha se acostumado com a rotina de aulas online no mestrado em Lisboa. Só que tudo volta um pouco ao normal nesta segunda-feira, 19, com a reabertura de escolas e universidades em Portugal. A retomada faz parte da terceira etapa do plano de flexibilização do lockdown decretado em janeiro. Apesar de tantas incertezas, a Tássia não pensa em voltar ao Brasil tão cedo. “Já era esperado, porque já vim sabendo da pandemia, das restrições, o que estava acontecendo naquela época, mas não é o que a gente espera. A gente quer ir para um país novo para ter experiência, que não deixa de ser um intercâmbio, você muda de cultura, de país. Não era o que eu esperava na prática, mas era o que esperava racionalmente porque sabemos a situação que está no mundo.”

Restaurantes, shoppings, cinemas e teatros também reabrem na maior parte do país. A empresária Leda Letra vive na capital portuguesa faz dois anos e meio. Ela celebra a retomada, mas não esconde o medo. “Apesar dos casos estarem baixando, se comparar com os números de janeiro, a gente sabe que existem novas variantes, variante da Inglaterra, variante no Brasil. A gente fica preocupado desse desconfinamento total gerar um aumento no número de casos e a gente voltar para a situação anterior.” O governo pede cautela à população com o chamado desconfinamento. A expectativa é que todas as pessoas acima dos 60 anos sejam vacinadas até o fim de maio em Portugal.

*Com informações da repórter Letícia Santini