A secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, pede à população que não realizem manifestações contra a Fase 1 – Vermelha do Plano São Paulo — principalmente se elas bloquearem ruas e avenidas. “Todos temos direitos de manifestar, defendemos a democracia e o estado de direito. Mas manifestações que bloqueiam ruas em um momento que um minuto decide entre a vida e a morte é muito ruim. Ambulâncias precisam passar, famílias precisam chegar aos hospitais. As ruas precisam ficar livres.”

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Patrícia Ellen reforçou que o papel dos líderes e prefeitos, neste momento, é salvar vidas. “O Estado respeita a democracia e os prefeitos também devem [fazer isso]. Quem descumprir será autuado. Os poderes estão fazendo um papel excepcional neste momento para garantir que a vida seja respeitada. Os prefeitos foram unânimes pedindo medidas mais restritivas, recebo denuncias diariamente de quando descumprem protocolos. O papel do líder, agora, é salvar vidas.”

A secretária lembrou que o governo estadual está trabalhando dia e noite na tentativa de amenizar o prejuízo causado pelo fechamento das atividades através de crédito e micro crédito, apoio aos gestores e empreendedores, auxílio emergencial aos desempregados, realocação de orçamento e ampliação de programas assistenciais, entre outros. “Não é uma discussão de setor que é mais fácil fiscalizar ou que não conseguimos. É a decisão de quem realmente precisa operar ou não. Esse é o pior momento da pandemia, os números sobem em uma velocidade sem precedentes. Se não pararmos de circular, vamos ter um colapso no sistema de saúde de todo o país. Não é discussão de quem funciona melhor ou pior, mas de essencialidade.”

Na tentativa de não desamparar quem mais precisa de ajuda neste momento, Patrícia Ellen ressaltou que o governo estadual está mapeando todos os perfis do Estado para distribuição de cestas de alimento, merenda nas escolas e programas de auxílio. “Precisamos nos reinventar porque é um momento muito sério e precisamos da colaboração de todos”, disse a secretária. Sobre a classificação dos templos religiosos como atividade essencial, Patrícia disse que isso foi feito para estabelecer protocolos. Entre eles está respeitar o toque de restrição, evitar aglomeração e, se possível, realizarem as orações em casa.