A União Europeia aprovou nesta quinta-feira, 29, o projeto de criação de um certificado de saúde que possibilidade viagens dentro do bloco econômico para aqueles que tenham se vacinado contra a Covid-19 ou testado negativo para a doença. No entanto, os deputados do Parlamento Europeu incluíram emendas no texto original. Eles pediram que os países-membro não imponham quarentena a pessoas que possuem o documento e ofereçam a vacinação, o teste RT-PCR e a emissão do certificado de forma gratuita. Além disso, também foi solicitado que o dispositivo aceite apenas imunizantes reconhecidos pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que atualmente são o da PfizerBioNTech, da AstraZenecaUniversidade de Oxford, da Johnson & Johnson e da Moderna, além de eventuais vacinas aprovadas em caráter emergencial pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O próximo passo é o projeto do “passaporte de Covid-19” ser debatido pelo Conselho Europeu. No entanto, as emendas incluídas pelo Parlamento Europeu devem gerar negociações difíceis. Os países-membro querem poder tomar a decisão de colocar viajantes em quarentena ou não de acordo com a sua própria situação epidemiológica. Além disso, entre eles existem discrepâncias na oferta de testes para detectar o novo coronavírus: enquanto na França, por exemplo, eles são gratuitos, em vários outros países os custos são elevados. Apesar desses possíveis entraves, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viu a aprovação do projeto como um marco e garantiu que ela e seus colegas facilitarão uma rápida conclusão das discussões.