Os primeiros moradores de Serrana, pequena cidade no interior de São Paulo, acompanharam, com muita expectativa, o início da vacinação em massa no município nesta quarta-feira,17. Nos próximos dois meses, 30 mil pessoas, de diversas idades, serão imunizadas contra a Covid-19 como parte de um experimento do Instituto Butantan, que pretende verificar a eficácia da CoronaVac. No primeiro dia de aplicação, houve fila no local. O morador Edson José Félix foi o primeiro a ser vacinado. “Meu Deus, que alegria, que paz. Muito alegre, muito contente. Graças a Deus”, comemorou. Denominado “Projeto-S”, os pesquisadores vão medir os efeitos da vacina na transmissão do vírus, no Sistema de Saúde e nas novas variantes da Covid-19.

Até o momento, 23 mil moradores já se inscreveram para participar do projeto piloto, o equivalente a 76% do público alvo. O diretor do Butantan, Dimas Covas, disse que mais cidades pelo Brasil poderão ser testadas no mesmo formato. “Nós vamos testar em uma cidade próxima, que é Araraquara, que está sofrendo com o surto da nova variante”, disse. A dona de casa Marlene Negrão se sente privilegiada pela oportunidade. “A gente perdeu muito amigo em Serrana, muitas pessoas conhecidas da gente. Então a gente fica feliz de chegar a esse momento e esse privilégio para a nossa cidade.”

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) afirmou nesta quarta feira, 17, que as Américas precisam ter mais de 700 milhões de imunizados para alcançar a chamada imunidade de rebanho Até agora, no entanto, apenas 63 milhões de pessoas foram vacinados, o que corresponde a menos de 10% do necessário. A diretora da organização, Carissa Etienne, informou que a Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), enviará 160 milhões de doses de vacinas ainda no primeiro semestre, e pediu prioridade aos trabalhadores da saúde e idosos.

*Com informações da repórter Caterina Achutti