O ministro da Economia Paulo Guedes defendeu nesta sexta-feira, 5, a vacinação em massa contra a Covid-19. Ele recebeu o deputado Daniel Freitas (PSL), que é o relator da PEC emergencial na Câmara. Segundo ele, avançar com a imunização é a melhor maneira de evitar uma nova queda da economia em meio à “tragédia que voltou a nos atingir”. Na visão de Guedes, além das reformas econômicas, como a administrativa, a tributária e a própria PEC Emergencial, o assunto tem que ser prioritário. “Agora são as reformas, com o auxílio emergencial e principalmente a vacinação em massa. O próximo passo agora é a vacinação em massa. Isso é a coisa mais importante. O presidente sempre falou que a economia e a saúde andam juntas, então é a vacinação em massa, se não a economia não se sustenta, volta a cair ali na frente”, afirmou Guedes.

O ministro disse que o presidente Jair Bolsonaro compartilha do mesmo pensamento ao mesmo tempo em que são mantidos os sinais vitais da economia. Para Paulo Guedes, Bolsonaro só não conseguiu deixar claro. “”Nós não podemos deixar a economia se desorganizar, é muito importante isso. Essa é a mensagem que o tempo inteiro o presidente tem que tentar passar e talvez por infelicidade não deixou claro, por meio da saúde e da vacinação em massa. Paulo Guedes mostrou otimismo com o andamento da PEC Emergencial, proposta que pode viabilizar o retorno do auxílio emergencial nos próximos meses. O governo tem pressa para aprovar. O cenário ideal para o Planalto é que seja aprovado o mesmo texto que veio do Senado para que seja promulgado logo em seguida. A previsão é que a votação ocorra já na próxima quarta-feira.

O relator da PEC, deputado Daniel Freitas, indicou que deve manter o texto do Senado. “O Brasil tem pressa, vamos fazer o Brasil voltar a crescer, então a urgência dessa matéria é evidente e nós precisamos dar celeridade a esse processo. Qualquer alteração nessa PEC faz o Brasil atrasar, portanto, nós vamos discutir, vamos conversar e tentar acelerar o mais rápido possível o andamento desta PEC”, disse. O ministro Paulo Guedes também anunciou que o governo vai antecipar o décimo terceiro “dos mais frágeis” e dos “mais idosos”, sem dar maiores detalhes. Ele indicou que isso deve ser feito depois que o Congresso aprovar o Orçamento de 2021. Também pode ser retomado o programa de suspensão de contratos de trabalho e redução das jornadas.

*Com informações do repórter Levy Guimarães