A cidade de Campinas, no interior de São Paulo, confirmou nesta quarta-feira, 3, a primeira morte causada por Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica pós Covid-19 na cidade. A doença rara foi registrada em uma menina de 13 anos que foi internada no mês de de fevereiro e faleceu na tarde do último dia 24 por falência múltipla dos órgãos. Ana Clara Macedo Santos era estudante da Escola Estadual Escritora Rachel de Queiroz e cursava o 8º ano do ensino fundamental. A família da garota foi contaminada pela Covid-19 entre o mês de dezembro e de janeiro, mas a menina não apresentou sintomas da doença. Nenhum dos familiares teve sintomas extremos do novo coronavírus.

A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica pós Covid-19 (SIM-P) é considerada extremamente rara por pediatras. Segundo dados recentes do Ministério da Saúde, até o mês de fevereiro cerca de 700 casos e quase 50 mortes pela doença foram confirmadas. Os sintomas da doença, que costumam ser febre, diarreia e manifestações cutâneas, podendo escalar para quadros de conjuntivite, alterações no coração e no pulmão, costumam ser observados nas crianças em cerca de duas a quatro semanas após a contaminação. Investigações recentes indicam que a doença é um tipo de “reação tardia” do corpo ao vírus, causando uma “tempestade de liberação de marcadores inflamatórios”. Apesar da gravidade da síndrome, especialistas afirmam que não há motivos para pânico, já que a doença é extremamente rara e há nos sistemas de saúde protocolos para lidar com as inflamações.