A tecnóloga em radiologia Luciana Rocha já vinha acumulando o estresse da rotina de trabalhar em dois empregos bem antes da pandemia de Covid-19. Com a crise sanitária, o medo de sair de casa e a necessidade de continuar atendendo aumentaram cada vez mais o sentimento de ansiedade. Depois de seis tensos meses, Luciana encontrou alívio na meditação. “São alguns minutinhos que você está com você, que está naquele momento presente. Então aquela paz, aquele equilíbrio você leva para o seu dia. Melhorou muito na qualidade do meu sono, isso eu percebi bem no começo mesmo. Nos primeiros dias eu já percebi que melhorou muito a qualidade do sono e melhorou muito a ansiedade”, relata. Uma pesquisa conduzida por diversos cientistas britânicos revelou que até 44% dos trabalhadores da linha de frente tiveram quadros de depressão em decorrência da pandemia. O estresse pós-traumático, ansiedade e insônia também se mostraram frequentes entre os funcionários da saúde diante da crise sanitária.

Para reverter esse quadro, a meditação tem se mostrado uma grande aliada. Segundo a rádio-oncologista Cristiane Chaves, fundadora de um programa de meditação para quem atua na área da saúde, a prática reduz a produção do chamado “hormônio do estresse”. “O coração acelerado, o cortisol começa a elevar em decorrência dessa resposta do nosso sistema nervoso simpático. A meditação diminui esse efeito no nosso organismo. Então tanto por meio de trabalhos, exercícios respiratórios, meditação com mantras”, afirma Cristiane, reforçando que não existe apenas um jeito certo de meditar. Segundo ela, o importante é começar aos poucos, manter a regularidade e incluir a prática respeitando o momento da vida e rotina de cada um.

*Com informações da repórter Nanny Cox