O secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, prestou depoimento à Polícia Federal no mês de fevereiro isentando o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, da responsabilidade pela crise de oxigênio que criou caos e causou mortes na cidade de Manaus em janeiro de 2021. Em um documento de 10 páginas, que integra o inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal para investigar o episódio, Campelo, afirmou que empresa White Martins, maior fornecedora do suprimento ao Estado, seria a culpada pela falta de abastecimento. Segundo Marcellus, representantes da empresa chegaram a solicitar que o depoente não abrisse novos leitos clínicos e de UTI antes de um retorno da empresa. No dia 7 de janeiro, Campelo teria recebido representantes da empresa que relataram um “aumento atípico” no consumo de oxigênio e disseram que estavam trabalhando para suprir esta demanda. Mais tarde, eles teriam falado que devido ao aumento do consumo do O2, o planejamento inicialmente estabelecido não seria capaz de suprir a tempo a demanda existente.

O secretário do Estado afirmou que Pazuello foi acionado ainda no dia 7 de novembro e se prontificou a auxiliar na crise. Segundo a CNN, a White Martins afirmou que não pode se manifestar sobre o assunto, já que não teve acesso ao depoimento do secretário e o tema está sob investigação. A comentarista do programa “Os Pingos Nos Is”, da Jovem Pan, Ana Paula Henkel, concordou com outros comentaristas do programa sobre o fato de que o governo federal tomou providências imediatas em relação ao Estado e disse que há uma diferença nas manchetes depois da inclusão de governadores e prefeitos na CPI da Covid-19 e pediu que o público “faça pressão” para que Renan Calheiros não seja o relator da Comissão. “Aí seria o lobo tomando conta do galinheiro, mas a gente vê que existe já uma retórica diferente nas manchetes, algumas manchetes positivas em relação à Covid em alguns estados”, afirmou. Ela também criticou o posicionamento do Tribunal de Contas da União, que afirmou que o governo federal não orientou como os Estados deveriam usar as verbas voltadas para a pandemia. “Acho que agora o presidente deve orientar coisas óbvias, como não comprar respiradores em lojas de vinhos”, ironizou.

Confira o programa “Os Pingos Nos Is” desta quarta-feira, 21, na íntegra: