O movimento ‘Unidos pela Vacina’ vai dar início aos trabalhos pelo Rio de Janeiro e Nova Lima, em Minas Gerais. A partir do mapeamento, o grupo espera identificar os principais entraves da vacinação pública oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Luiza Trajano, líder da movimentação que conta com a participação de empresários e entidades de todo o Brasil, as primeiras vão funcionar como uma espécie de piloto para que a iniciativa possa ser replicada no restante do país. “Quando entrei no SUS confesso eu fiquei com muita vergonha de não conhecer. Ele precisa ser digitalizado, precisa ter uma organização melhor, mas ele na constituição é perfeito. Então falar que vai levar dois ou três anos [para vacinação] a não ser que não tenha vacina.”

Com apoio de uma equipe multidisciplinar, o movimento tem trabalhado no mapeamento das necessidades dos municípios brasileiros. A partir do diganoticiso, previsto para ficar pronto já nesse final de semana, o grupo pretende usar seu poder de influencia pra remover os obstáculos que impedem a agilidade na campanha de vacinação. O grupo chegou a fazer uma reunião com os responsáveis pela vacina russa Sputnik V para entender os gargalos para a vinda do imunizante para o Brasil. Luiza Trajano disse que o problema do país não é a falta de dinheiro para aquisição de vacinas, mas que o SUS, apesar de te uma grande estrutura, precisa ser mais bem organizado. “Escolhemos essas duas cidades porque nos ofereceram. No Rio de Janeiro temos um grupo Mulheres do Brasil que teve contato fácil e se ofereceu voluntariamente para fazer se trabalho. A Betânia é de Belo Horizonte e o prefeito da cidade se ofereceu. E a gente queria fazer em dois dias ou três dias para aprender a fazer, mas não quer dizer que não vamos fazer em outras cidades do interior do Brasil, do inteiro do Nordeste”, disse. A iniciativa também está preparando uma campanha para incentivar a vacinação da população, que começa a veiculada até o final da semana em redes de televisão, rádios, jornais e meios digitais.

*Com informações da repórter Caterina Achutti