Para estimular a população a se vacinar contra a Covid-19, Israel criou um “passe verde” que é concedido acesso a alguns locais e atividades do país apenas às pessoas que já foram imunizadas. A iniciativa terá início oficialmente na semana que vem, mas nesta quarta-feira, 24, Tel Aviv já realizou um concerto no Teatro Habima que se adequou ao novo modelo: antes de entrar no local, os espectadores deveriam apresentar, através de um aplicativo no celular, um comprovante de que já tinham recebido as duas doses da vacina há pelo menos uma semana. No entanto, a iniciativa está sendo duramente criticada por uma parcela da população.

Na inauguração do modelo, centenas de manifestantes protestaram em frente ao Teatro Habima com cartazes que acusavam o governo israelense de instalarem um regime de apartheid que marginalizará os que não podem ser vacinados. Outros compararam o “passe verde” com as marcas que os judeus eram obrigados a usar durante o domínio nazista na Alemanha. De acordo com a imprensa local, dentre o grupo de manifestantes havia pessoas que negavam o perigo do novo coronavírus e a eficácia da vacina. Porém, medidas como essa também são questionadas por ONGs, que expressaram preocupação com o avanço dos governos nas liberdades individuais da população durante o esforço de vacinar o maior número possível de pessoas.

Além da introdução do “passe verde”, o Parlamento de Israel aprovou nesta quarta-feira, 24, uma lei que autoriza o envio de listas de pessoas não vacinadas às autoridades locais, e uma comissão parlamentar deu sua aprovação inicial a uma medida que permitiria aos israelenses que chegassem do exterior se isolarem em casa, em vez de em hotéis, mas com a condição de usar uma pulseira eletrônica para monitorar seus movimentos.

*Com informações da EFE