O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), manteve a rodada deste final de semana do Campeonato Paulista, e anunciou a suspensão do futebol e das atividades esportivas coletivas a partir da segunda-feira, 15. A medida faz parte de um pacote de ações mais rígidas para conter o avanço da Covid-19 no Estado, anunciadas na tarde desta quinta-feira, 11, em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. A fase emergencial irá vigorar entre os dias 15 e 30 de março. Segundo o secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, a taxa de ocupação de leitos de UTI é de 87,6% no Estado e de 86,7% na Grande São Paulo. No dia 22 de fevereiro, os índices eram, respectivamente, 66% e 68,8%. Atualmente, são 9.184 pessoas internadas em leitos de UTI.

Integrantes da Federação Paulista de Futebol (FPF) e membros do governo Doria afirmaram à Jovem Pan que o campeonato estadual seria paralisado, a princípio, por oito dias, a partir do sábado, 13. Com isso, a partida entre São Caetano e Palmeiras, marcada para às 19h desta quinta-feira, ocorreria normalmente. Com o anúncio do governo paulista, fica permitida, também, a rodada deste final de semana. A partir da segunda-feira, 15, também entrará em vigor um toque de recolher das 20h às 5h.

Em entrevista à Jovem Pan, o presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo (TJD-SP), Delegado Olim, tratou a medida adotada pelo governador João Doria como “radical” e afirmou que a FPF irá romper com o governo estadual. Além disso, Olim cogitou a continuidade do Paulistão em outro local. “O futebol de São Paulo vai romper com o governo. E mais: se tiver condição de fazer em outro lugar, vamos fazer. Futebol é a única diversão do povo. Está na hora de romper mesmo com o governo. Às 15 horas desta quinta-feira, terá uma reunião com os clubes e com a Federação. Eu acho que o futebol não atrapalharia nada a evolução da pandemia. Só entra jogadores, comissão técnica e juízes”, afirmou. “É um radicalismo do governo de São Paulo”, complementou.