O Brasil atingiu a maior média de mortes por Covid-19 desde o início da pandemia. Segundo o Ministério da Saúde, foram 713 óbitos confirmados pela doença nas últimas 24 horas. Com isso, já são 25 dias seguidos com uma média móvel superior a mil, o que é considerado um recorde. Ao todo, quase 240 mil vidas já foram perdidas para o coronavírus e cerca de 9,8 milhões de infectados.  Considerando este cenário, na quarta-feira, 17, governadores vão se reunir com o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, para discutir o enfrentamento a pandemia. Os gestores querem que o ministro detalhe o cronograma da entrega de imunizantes até abril e o andamento das negociações para a compra da Sputnik V, vacina russa contra a Covid-19. Segundo o governador do Piauí, Wellington Dias, se a campanha seguir nessa velocidade, o plano do governo de vacinar 50% da população até junho não vai se concretizar.

O ministro-chefe da secretaria de governo, general Luiz Eduardo Ramos, ajudou a articular o encontro, inicialmente previsto para 31 de janeiro. Na reunião, os governadores também vão cobrar verbas para o custeio das unidades de terapia intensiva e uma solução para o aumento de medicamentos, muitos deles em falta. Pazuello está em Manaus desde sexta-feira, 12, para acompanhar de perto a situação no Amazonas, que vive colapso na saúde. Ele declarou que apenas a imunização poderá frear o avanço da doença no estado e anunciou uma força tarefa para vacinação em massa, neste primeiro momento, de toda população acima de 50 anos.  Além da conversa sobre o plano de vacinação, os governadores devem pedir ainda que Eduardo Pazuello oriente o presidente Jair Bolsonaro a não vetar a Medida Provisória que dá cinco dias à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para autorizar emergencialmente vacinas contra a doença. O pedido acontece após o presidente da agência regulador, Antônio Barra Torres, se encontrar com o chefe do Executivo federal para solicitar veto à determinação.

*Com informações da repórter Caterina Achutti