Ao menos 60 pessoas morreram na madrugada deste domingo, 25, em uma explosão de cilindros de oxigênio no hospital Al Khatib, destinado exclusivamente ao tratamento de pessoas com Covid-19, que fica no sudeste de Bagdá, capital do Iraque. Uma fonte do Ministério do Interior do país informou à Agência Efe, sob a condição de anonimato, que a causa da morte das vítimas foi “asfixia”, após a explosão ter causado um grande incêndio no centro médico, que tem 120 leitos. As autoridades iraquianas ainda não divulgaram uma contagem oficial de óbitos. Já a agência de notícias estatal iraquiana “INA” disse que, segundo as investigações iniciais, o incêndio pode ter sido causado não só pela explosão de cilindros de oxigênio em mau estado de conservação, mas também por um curto-circuito no segundo andar do hospital. Mais de 20 bombeiros conseguiram apagar as chamas, segundo a Defesa Civil, que relatou em comunicado que cerca de 90 pacientes foram resgatados.

Dezenas de pessoas que moram perto do hospital ajudaram a retirar as vítimas, em sua maioria idosos e que usavam respiradores. A comissão pública de Direitos Humanos do Iraque pediu ao governo que assuma a responsabilidade pelo episódio e exigiu a renúncia do ministro da Saúde, lembrando as deficiências do sistema do país, especialmente em meio à pandemia. O primeiro-ministro iraquiano, Mustafa al Kazemi, ordenou uma “investigação imediata” da explosão. O Iraque é um dos países árabes do Oriente Médio que registrou mais contágios pela Covid-19 desde o início da pandemia, com cerca de 1,18 milhão, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Já o número de mortes totais ultrapassa 15 mil.

* Com informações da EFE