Os Estados Unidos estão preocupados com a situação do Brasil, que vive o seu pior momento da pandemia do novo coronavírus. O coordenador da força-tarefa no combate à Covid-19, Andy Slavitt, afirmou que a Casa Branca mantém conversas diárias com “colegas brasileiros” sobre o assunto. “Eu não darei mais detalhes além de que nós estamos profundamente comprometidos com isso”, afirmou em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 24. No entanto, Slavitt reiterou que a prioridade do governo norte-americano continua sendo cuidar da sua própria população. No mesmo dia, o conselheiro-chefe dessa mesma força-tarefa, o infectologista Anthony Fauci, detalhou que sua equipe pretende discutir formas de ajudar o Brasil a enfrentar a crise sanitária. “Assim que cuidarmos da nossa difícil situação (…), teremos excedentes de vacinas e certamente consideraremos torná-las disponíveis a países que necessitarem”, mencionou. Porém, o especialista em doenças infecciosas também fez questão de pontuar que os Estados Unidos investiram US$ 4 bilhões no Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir a distribuição de vacinas contra Covid-19 aos países mais pobres do mundo.

O posicionamento da Casa Branca acontece um dia depois do Brasil registrar, pela primeira vez, três mil mortes por Covid-19 em um único dia. Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores informou que está negociando a compra de imunizantes excedentes do governo norte-americano desde o último dia 13. Porém, o comunicado não aponta outros detalhes, como quais vacinas estão sendo negociadas, quantas doses e possíveis valores da compra. Estima-se que 30 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca estão paradas nos Estados Unidos, que ainda aguardam o resultado dos testes clínicos desse imunizante. A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, esclareceu que o país está disposto a abrir mão de três milhões dessas doses e vem recebendo pedidos de diversos países.