O Estado de São Paulo atrasou a vacinação contra a Covid-19 para idosos com menos de 85 anos após a CoronaVac ser incluída no Plano Nacional de Imunização (PNI). No início de dezembro, o governador João Doria anunciou um plano estadual que previa o começo da imunização para o dia 25 de janeiro com todas as 100 milhões de doses da CoronaVac. Porém, no início do ano, o Ministério da Saúde confirmou a aquisição para o PNI de todo o lote negociado pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac. Com isso, todas as doses que inicialmente serviriam apenas para São Paulo foram distribuídas de forma proporcional pelas 27 unidades da federação.

De acordo com o plano estadual anunciado no início de dezembro, idosos com 75 anos ou mais já estariam recebendo a primeira dose da vacina na próxima segunda-feira, 15. Trabalhadores da área da saúde, indígenas e quilombolas estariam a três dias da segunda dose do imunizante. No dia 1º de março, data que o governo federal confirmou para a primeira dose de idosos entre 80 a 84 anos no país, antes previa a aplicação, em São Paulo, de quem tem entre 60 a 64 anos. Agora, essa faixa etária não tem data de imunização confirmada pelo Ministério da Saúde. O Estado de SP tem divulgado as datas de acordo com a produção das doses.

Até esta sexta-feira, 12, cerca de 1,25 milhões de pessoas já foram imunizadas apenas em São Paulo. Com a aprovação para uso emergencial da CoronaVac e do imunizante da Universidade de Oxford/AstraZeneca, o início da vacinação foi adiantado para 17 de janeiro no Estado. No resto do país, a aplicação da vacina começou no dia seguinte. O Ministério da Saúde já distribuiu 12 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 — somando os lotes da CoronaVac e da AstraZeneca. A quantidade é suficiente para imunizar 6 milhões de pessoas, o que corresponde a menos de 3% da população total do território nacional.

O Instituto Butantan ficou quase 20 dias sem produzir a CoronaVac após um atraso dos insumos vindos da China. Agora em fevereiro, após o entrave, dois lotes que somam 11 mil litros de insumos foram entregues ao Brasil e mais de 17 milhões de doses estão em fase de envase na capital paulista. A expectativa é de que a distribuição pela pasta deve voltar a acontecer após o dia 23 de fevereiro. A Fiocruz também recebeu 90 litros de insumos para produção de 2,7 milhões da vacina de Oxford, com entrega prevista para março. Somado com o que já foi entregue, o Ministério da Saúde deve ter até meados de março 32 milhões de doses prontas para aplicação.