Nas últimas 24 horas, foi registrado no Estado de São Paulo o maior número de mortes diárias pela Covid-19 desde o início da pandemia no Brasil. Foram 468 óbitos entre esta segunda, 1º, e terça-feira, 2, elevando o total para 60.014, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde. O último recorde havia sido no dia 13 de agosto de 2020, quando 455 pessoas morreram vítimas do coronavírus. As novas confirmações em 24 horas não significam, necessariamente, que as mortes aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período. Os números costumam ser menores aos finais de semana e segundas-feiras, por conta da subnotificação nessas datas.

Também foram contabilizados 10.168 casos da doença nas últimas 24 horas, totalizando 2.054.867 casos confirmados do novo coronavírus desde o início da pandemia. As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 75,5% na Grande São Paulo e 74,3% no Estado. O número de pacientes internados é de 16.635, sendo 9.225 em enfermaria e 7.410 em unidades de terapia intensiva, conforme dados desta terça-feira. Hoje, os 645 municípios têm pelo menos uma pessoa infectada, sendo 628 com um ou mais óbitos.

Nesta terça, 2, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), convocou uma reunião virtual com prefeitos, o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, e membros do Centro de Contingência da Covid-19 para tratar sobre a situação da pandemia no Estado de São Paulo e discutir o possível endurecimento de medidas para os próximos dias. O encontro ocorrerá das 16h às 18h. Segundo apurou a Jovem Pan, a ideia do governo paulista é ouvir os gestores para definir quais medidas devem ser adotadas. A reunião ocorre no momento mais grave da pandemia em São Paulo. Seis regiões estão na fase vermelha, estágio no qual apenas atividades essenciais podem funcionar. Na Grande São Paulo, que está na fase laranja, bares estão proibidos de abrir e os demais serviços operam com restrições de horário. Além disso, o toque de restrição das 23h às 5h segue em vigor. O Centro de Contingência também estuda a criação de uma fase ainda mais restritiva que a vermelha – neste caso, o governo de São Paulo pode propor alteração no horário de funcionamento das chamadas atividades essenciais.