Em meio à escassez de vacinas no Rio de Janeiro e em Curitiba, que já anunciaram a interrupção na imunização contra a Covid-19 nesta semana, o secretário municipal da saúde de São Paulo afirmou, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta terça-feira, 16, que não há qualquer previsão de falta dos compostos na cidade. Segundo Edson Aparecido, a capital paulista segue vacinando os grupos prioritários, inclusive, com a aplicação da segunda dose dos imunizantes. “Estamos administrando as doses das vacinas de forma eficaz, não temos nenhuma previsão de falta de vacina para esse contingente. A gente tem procurado ter muito rigor na vacinação e cumprir o que foi estabelecido pelo protocolo do Ministério da Saúde, com aquelas faixa etárias”, disse. A capital paulista inicia no dia 1º de março a vacinação de idosos de 80 a 85 anos e mantém a imunização de moradores de rua e profissionais de saúde com mais de 60 anos.

Edson Aparecido defendeu, diante do avanço da nova cepa de Manaus, que é mais transmissível, uma possível vacinação prioritária no estado do Amazonas, o que, segundo ele, iria beneficiar toda a população brasileira. “Os três aeroportos com maior destino de pessoas que vem da região Norte são Cumbica, Congonhas e o aeroporto de Campinas, três no Estado de São Paulo e dois na capital. Precisávamos ter uma estratégia centralizada do Ministério da Saúde, ter a possibilidade de um acesso maior a outras vacinas. Se tivéssemos outras oportunidades, seguramente essa região poderia ser imunizada de forma mais rápida”, disse. O secretário explicou ainda que o monitoramento feito pelos laboratórios já confirma a característica de maior transmissibilidade da nova variante.

Ao todo, nove casos da cepa de Manaus já foram confirmados na cidade de São Paulo, sendo um deles de contaminação local, ou seja, de uma pessoas que não esteve no Amazonas ou em contato com recém chegados do Norte. Nesse cenário, a Prefeitura da capital paulista separou uma ala do hospital de Pirituba para acompanhamento destes pacientes, tendo uma pessoa confirmada com a nova cepa e seis outros casos suspeitos que aguardam análise. “O mais importante é ter uma estrutura de saúde capaz de fazer o monitoramento, tratar as pessoas e, nesse combate, além do distanciamento social e do uso de máscaras, ter a disponibilidade de uma quantidade maior de vacinas. A cidade de São Paulo vacilou 5,5 milhões de pessoas para H1N1 em 20 dias no ano passado. Temos capacidade de vacinar 600 mil pessoas por dia em função da estrutura de saúde, temos os insumos e a logística. A grande questão é que a gente não tem vacinas.”