O vice-líder do governo no Senado, o catarinense Jorginho Mello (PL), que integra a tropa de choque da presidência da República na CPI da Covid-19 que será instalada esta terça-feira, 27, afirma que o foco das investigações não deve se restringir ao presidente Jair Bolsonaro. Desde o começo o parlamentar se manifestou contra, dizendo que não é hora de CPI, mas como houve a decisão pela instalação, a partir de agora, de acordo com ele, não pode haver uma caça às bruxas favorável a um lado ou outro — e quem tiver que ser responsabilizado que seja.

Jorginho Mello acredita ser possível que o Senado caminhe ao mesmo tempo com as reformas que, segundo ele, são imprescindíveis ao país. O congressista espera que a CPI não paralise as pautas importantes. Além das preocupações com a fatia oposicionista na CPI, integrantes da articulação política do governo no Congresso Nacional receberam com inquietação a lista elaborada pela Casa Civil com mais de 20 acusações que podem ser feitas contra o Poder Executivo na gestão da pandemia. A guerra agora fica pela disputa de cadeiras dentro da comissão.

*Com informações do repórter Daniel Lian