A Prefeitura da capital paulista ainda não conseguiu obter os resultados práticos do megaferiado. De acordo com o Sistema de Monitoramento Inteligente do governo estadual, o índice de adesão ao isolamento em São Paulo se manteve em torno dos 50% no 1º fim de semana dos feriados antecipados na cidade. O prefeito Bruno Covas comentou que a medida foi responsável pela estagnação da taxa de ocupação dos leitos de UTI no município em 90%. “Nós tivemos neste final de semana uma manutenção em 90%, sem crescimento, o que já é uma boa notícia da ocupação de leitos de UTI na cidade de São Paulo. Medida do isolamento pela prefeitura de São Paulo, que é um índice diferente daquele utilizado pelo governo do Estado mostra uma evolução no isolamento social”, afirmou. Ele disse também que a prefeitura ainda não definiu como será o retorno das aulas na cidade. As atividades presenciais foram suspensas em todas as redes de ensino pela gestão municipal do dia 17 de março até o dia 1° de abril.

“Ainda não há nenhuma decisão da prefeitura em relação ao retorno às aulas, todo mundo sabe que a atividade de educação é mais do que essencial. Ação transformadora da realidade das mais importantes e mais nobres realizadas aqui dentro da cidade de São Paulo. Só que temos uma preocupação, que é a preocupação com a vida. É a área da vigilância sanitária que vai determinar se já é possível retornar e se já é possível retornar”, disse. Entre as novas medidas anunciadas pela Prefeitura nesta terça-feira, 30, estão a manutenção e ampliação de programas de assistência social e dos auxílios concedidos pelo município. A gestão municipal investiu mais de R$ 2,8 bilhões em seis programas que devem garantir a criação de 10 mil vagas de emprego a partir de abril e o fornecimento de alimentação para mais de 1,3 milhão de pessoas em situação ação de rua, além de famílias vulneráveis.

*Com informações do repórter Victor Moraes