É só as temperaturas baixarem que começa a temporada das doenças respiratórias. Em tempos de pandemia, então, um espirro já se torna um alerta. A arquiteta Cintya Stival é mãe do Felipe, de 11 anos. Ela conta que nesta época do ano é comum que o filho tenha um resfriado ou uma gripe. No atual cenário, diante de qualquer sintoma, ela já corre para o médico, com medo de ser Covid-19. “Já levei ele para fazer o teste do Covid à toa, a médica falou ‘eu acho que não é’, eu falei ‘quero fazer’, aí fez, deu negativo… É sempre assim: uma tosse, um resfriado, a gente já fica atento. Acho que todas as mães são iguais a mim”, afirmou. Segundo a médica infectologista Fabianne Carlesse, as pesquisas científicas ainda apontam menor incidência do coronavírus entre crianças, mas deve estar no radar dos pais, assim como outros vírus mais comuns na população pediátrica: o rinovírus, do resfriado, e o influenza, da gripe A recomendação é buscar atendimento se houver sintomas mais graves.

“Por exemplo, dificuldade respiratória, se a mãe fala que a criança está cansada, com falta de ar. A febre muito alta, a criança muito amuadinha… Quando a criança está bem, é tentar organizar as coisas em casa, hidratar a criança, lavar o nariz com soro fisiológico, medir a temperatura e horário”, explica. A médica alerta que no caso de qualquer sintoma, mesmo os leves, é melhor não encaminhar a criança para a escola no caso daquelas que já estejam frequentando aulas presenciais. Muito importante também nesta ou em qualquer época do ano é manter a carteirinha de vacinação dos pequenos em dia. Hoje, crianças entre 6 meses e 6 anos de idade estão contempladas na campanha de influenza, da gripe comum, que está sendo realizada no Brasil. Os pais podem e devem buscar o posto de saúde mais próximo. A adesão à campanha ainda é considerada baixa para este grupo. Segundo dados do Ministério da Saúde, até o dia 1º de junho a cobertura vacinal das crianças era de 33,2% no Norte do Brasil; 52,8% no Nordeste; 50,4% no Centro-oeste, 48,6% no Sudeste e 56,1% no Sul. A meta preconizada é atingir 90% de cobertura.

*Com informações da repórter Carolina Abelin