Após críticas semanas com faltas de insumos médicos e remédios, hospitais começam a indicar melhora nos estoques do “kit intubação“, indispensável para o tratamento de pacientes com a Covid-19. Ao todo, 10% das clínicas de saúde da rede privada saíram da chamada zona crítica de fornecimento do insumo. Segundo levantamento da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) divulgado nesta terça-feira, 20, dos 65 hospitais que responderam à pesquisa, 18,5% seguem com estoque disponível para até cinco dias, em comparação com 31% registrado na semana anterior.  Segundo Antônio Britto, diretor-executivo da entidade, a queda no número de internações é uma das responsável pelo menor consumo, bem como a procura por maior importação dos insumos. “Vale destacar os esforços que estão sendo feitos por nossos hospitais, que seguem em uma busca incessante pela importação desses medicamentos. Ainda que o abastecimento esteja ocorrendo de forma muito a conta-gotas, a organização e o planejamento já mostram resultado”.

Pesquisa aponta que 12 instituições relatam cenário crítico de fornecimento do “kit intubação”, com estoques suficientes para até cinco dias. Embora ainda preocupante, o dado representa melhora em comparação à semana anterior, quando 22 estabelecimentos com desabastecimento. Ao todo, 26,15% relatam estoque para duas semanas ou mais; 55,38% possuem materiais para uma semana; 9,23% têm disponibilidade dos insumos para cinco dias e 9,23% para menos de cinco dias. Sobre os analgésicos, a situação também apresenta melhora, com 58,46% dos hospitais com medicamentos suficientes para ao menos sete dias e 27,69% com medicamentos para duas semanas ou mais. O desabastecimento abrange nove locais, contra 20 instituições na semana anterior. A respeito dos ventiladores, a pesquisa mostra falta do equipamento em São Paulo, Belém, Curitiba, Cuiabá e Salvador, com cinco hospitais com disponibilidade abaixo do adequado, o que representa apenas 7,69% das unidades participantes. Na semana anterior, eram 10 unidades.