O primeiro Carnaval após a pandemia do coronavírus começou com grande concentração de pessoas em diversos estados do Brasil, apesar do cancelamento de festas tradicionais como o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, o Galo da Madrugada, no Recife, e os blocos de Salvador. Na capital carioca, por exemplo, foram registradas imagens de aglomerações no Centro, na Zona Sul e na Zona Norte. “Mais um cenário absurdo: a Lapa está lotada. Essas imagens são de agora, enviadas para o nosso WhatsApp. Cadê as ações de repressão? Cadê a guarda municipal agindo?”, reclamou, em seu Twitter, o vereador Paulo Pinheiro (PSOL). Em sua postagem, o psolista cobrou o prefeito Eduardo Paes.

Um dos eventos registrados nas redes sociais foi o show do cantor Belo na Maré, Zona Norte da cidade. Imagens de frequentadores mostram milhares de pessoas curtindo os sucessos do pagodeiro sem respeitar distanciamento social ou uso de máscaras. O show teve autorização da Prefeitura do Rio, de acordo com a assessoria de imprensa do cantor. A Secretaria de Ordem Pública da cidade afirma que foram interditados quatro estabelecimentos desde o sábado, 13.

Em Porto Alegre, a Guarda Municipal dispersou aglomerações “em diversos pontos da cidade”. Uma delas ocorreu em uma lancha que reuniu jovens na região central. A polícia mineira informou que interrompeu um baile funk com cerca de 150 pessoas em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. Imagens mostraram as ruas da Praia do Forte, em Salvador, lotadas. “Já era esperado, aqui o pessoal não ia deixar de curtir o Carnaval. Uma pena”, lamentou o empresário Bruno Leandrini, morador da cidade. O governo da Bahia afirma que intensificou as operações para coibir festas e aglomerações durante o Carnaval. No Rio Grande do Norte, a Polícia Militar dispersou foliões em Natal e na praia de Pipa, em Tibau do Sul.

Na manhã deste domingo, a rua deu lugar à areia. No Nordeste, cidades como Fortaleza e Natal receberam banhistas. Nas redes sociais, fotos mostraram as praias de Garopaba, em Santa Catarina, lotadas. Santos e São Vicente e Guarujá, no litoral paulista, registraram pessoas aglomeradas em muitas de suas praias. O governo de João Doria cancelou festas e impôs uma série de restrições às cidades da costa do estado, mas o acesso ao mar está liberado.