O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 25, que o Brasil deve se tornar o quinto país no mundo a iniciar a própria fabricação de vacinas contra a Covid-19 no fim do primeiro semestre de 2021. “Daqui a três meses aproximadamente o Brasil deve começar a fabricar a vacina no Brasil, a fabricar desde o início dela, o IFA, tudo dela. Isso é fruto de uma Medida Provisória de dois bilhões de reais que foi assinada por mim em setembro do ano passado”, afirmou, se referindo a uma MP assinada quando Eduardo Pazuello ainda era ministro interino da pasta da Saúde e previa, além de tecnologia para desenvolvimento das primeiras vacinas com Ingrediente Farmacêutico Ativo importado, a adaptação de um complexo industrial da Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro para produção local do ingrediente. Após o término dos ajustes na fábrica da Fiocruz, o espaço deve ser visitado e certificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As primeiras remessas da matéria prima devem ser produzidas em forma de teste e o ingrediente só deve ser utilizado oficialmente nos imunizantes administrados na população após receber todas as certificações sanitárias.

Hoje, o IFA que produz as vacinas da Fiocruz e do Instituto Butantan precisa ser trazido da China. Durante transmissão ao vivo, o presidente trouxe uma série de manchetes de jornais brasileiros que refletem dificuldades nas vacinações de outros países, como o Japão, para garantir que não há atrasos no país por culpa do Governo Federal. “Não é uma exclusividade do Brasil, não é atraso, é a quantidade de vacina. O mundo todo quer. Alguns acham que comprar vacina é pegar um avião aqui e ir lá fora, botar para dentro e trazer para cá. Não é isso, não tem vacina dessa forma disponível no mercado. Isso vem de projetos, de acordos que fizemos lá atrás e estão chegando aqui agora”, disse o presidente.