A Bolívia e o Chile anunciaram nesta quinta-feira, 1, a decisão de fechar as suas fronteiras com o Brasil. No caso boliviano, a medida entrará em vigor na sexta-feira, 2, e valerá pelos próximos sete dias, período no qual os municípios fronteiriços só poderão abrir por até três horas diárias para atividades comerciais entre os países. Ainda não ficou claro se as medidas serão aplicadas também em viagens aéreas, visto que no momento brasileiros podem entrar na Bolívia mediante apresentação de um resultado negativo para a Covid-19. Na última terça-feira, 30, o presidente boliviano Luis Arce já tinha dito que o seu país aceleraria a campanha de vacinação na fronteira com o Brasil. O objetivo seria conter a variante amazônica do novo coronavírus. Agora, ele acrescentou no seu perfil no Twitter que as comunidades fronteiriças em que se “verificou a circulação de variantes” oriundas do Brasil também serão colocadas em quarentena.

Já o Chile explicitou que as restrições valerão a partir de segunda-feira, 5, e durante o restante do mês de abril para todas as fronteiras terrestres e aéreas com Brasil. Caminhoneiros que transportam produtos essenciais poderão circular entre as nações desde que façam um teste RT-PCR 72 horas antes. Em nota, o governo afirmou que a decisão é um “esforço adicional” baseado no aumento de casos de Covid-19 no próprio território chileno: nesta quinta-feira, 1, o país registrou 7.830 novas infecções pelo novo coronavírus, o número mais alto desde o início da pandemia. Enquanto isso, a campanha de vacinação do Chile avança rapidamente e já alcançou sete milhões de pessoas com pelo menos uma dose.

A Argentina e o Uruguai estão proibindo a entrada de estrangeiros como um todo e mantém todas as suas fronteiras terrestres fechadas. Dessa forma, a fronteira entre Brasil e Paraguai é a única que continua aberta mediante apresentação de resultado negativo para um exame RT-PCR feito 72 horas antes. A Sociedade Paraguaia de Infectologia, no entanto, fez um apelo nesta semana para que o trânsito livre seja interrompido, diante da gravidade da pandemia no Brasil.