O primeiro-ministro da Áustria, Sebastian Kurz, denunciou a existência de “contratos secretos” entre países membros da União Europeia e empresas para aquisição de vacinas. Todos os Estados que integram o grupo concordaram que as doses devem ser distribuídas de acordo com o tamanho da população. No entanto, Kurz afirmou, nesta sexta-feira, 12, que comparou os quantitativos recebidos pelo governo austríaco e outros e observou que o sistema não foi respeitado.

Segundo o chanceler, até o meio do ano, Holanda e Malta vão receber mais vacinas que a Alemanha e Bulgária. A distribuição desigual de vacinas entre os estados da União Europeia fere a política de compra e distribuição de vacinas do bloco, mas a irregularidade ainda precisa ser provada. O grupo disse que o ponto de partida do encaminhamento de vacinas é baseado no número de habitantes, mas os Estados podem modificar o pedido. A União Europeia completou que as solicitações são discutidas entre os países membros.

Esta não é a primeira crítica feita contra a campanha de vacinação na Europa. A cúpula do bloco vem sendo pressionada e criticada por autoridades que pedem uma maior eficácia na compra e distribuição de doses de imunizantes. A Itália, por exemplo, começou a campanha de vacinação em dezembro, mas foi afetada por atrasos e adiamentos. Depois de registrar 26.373 mortes em um dia, o governo italiano confirmou que vai endurecer as restrições. Todo o país deve ser colocado na “zona vermelha” durante a Páscoa e medidas restritivas, que devem ser detalhadas em breve, afetarão escolas, restaurantes, comércio e museus.

*Com informações da repórter Nanny Cox