Autora do pedido que levou à liberação de cerimônias na Páscoa, a Associação Nacional de Juristas Evangélicos voltou a defender que as atividades religiosas são essenciais. Em manifestação divulgada nesta segunda-feira, 5, a entidade afirma ter acionado o Supremo Tribunal Federal (STF) após receber denúncias de decretos estaduais e municipais que violaram a liberdade religiosa durante a pandemia com restrições desproporcionais. A Anajure ainda recomenda “às instituições que, naqueles locais onde se observa um quadro de saúde pública mais delicado, suspendam temporariamente a realização de atividades coletivas presenciais até que haja uma melhora no quadro de ocupação das UTIs e seja possível, então, uma retomada gradual.”

A associação pondera, no entanto, que “essa deliberação deve vir da liderança da própria igreja, recorrendo sempre ao bom senso e dever de cuidado ao próximo, e não do Poder Público”. Em manifestação ao Supremo, o governador de São Paulo, João Doria, defendeu o decreto que proíbe cultos e missas coletivas no Estado, alegando que a medida é “excepcional e temporária” para a preservação de vidas. Após decisões divergentes, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu que o STF mantenha apenas com o ministro Nunes Marques as ações referentes ao funcionamento de templos na pandemia.

*Com informações da repórter Letícia Santini