O Brasil pode ter mais duas opções de vacina contra a Covid-19 a partir desta sexta-feira, 4. Isso porque a diretoria colegiada da Anvisa se reúne para decidir sobre os pedidos de autorização excepcional da Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotec, e da Sputnik V, do Instituto Gamaleya da Rússia. Ambos os imunizantes já passaram pelo crivo da agência e foram rejeitados por problemas na documentação. A Anvisa tem sido pressionada tanto pelo governo federal quanto pelos estaduais para que produza relatórios menos restritivos.

A questão, como explica o governador do Piauí e coordenador do tema vacinas no Fórum Nacional de Govenadores, Wellington Dias, quanto mais tempo o Brasil demorar para imunizar a população, mais atrasados ficaremos em relação a outros países do mundo. “Queremos, com essa meta de mais 100 milhões de doses, colocar o Brasil, em setembro. Não pode ser dezembro, como o ministro Queiroga anunciou. Porque, se não, o Brasil vai ficar isolado do mundo como um país de alto risco.” A expectativa é de que a importação das duas vacinas seja autorizada por pelo menos três dos cinco diretores da Anvisa com direito a voto.

O Ministério da Saúde já adquiriu 20 milhões de doses da Covaxin e outras 10 milhões da Sputnik V. Além disso, governadores do Consórcio Nordeste compraram outras 37 milhões de doses da vacina russa. Com isso, caso a Anvisa de fato autorize a importação, cerca de 100 milhões de novas doses de vacinas contra Covid-19 devem ser entregadas ao Plano Nacional de Imunização ao longo dos próximos meses. A importação da Sputnik V deve ser liberada mesmo com algumas pendências, em relação as exigências feitas pela Anvisa durante a primeira análise do pedido feito pelos russos. Por isso, é possível que a Anvisa apresente condições para autorizar a incorporação do imunizante ao PNI.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado