Cerca de 35% dos resíduos gerados no Brasil podem ser reciclados. Atualmente, a média nacional de reciclagem é de 3% para os resíduos secos e 1% para os orgânicos. Os dados são da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Os plásticos representam o maior percentual do tipo de produto descartado e com potencial para reciclagem. São quase 38 mil toneladas descartadas diariamente e 13,8 milhões de toneladas por ano.

Já os papéis e papelões estão em segundo lugar, com mais de 23 mil toneladas de material que pode ser reciclado. Os vidros e metais contabilizam, respectivamente, 6 mil toneladas e 5 mil toneladas de material sendo descartado todos os dias.

Para o diretor presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, o Brasil ainda enfrenta dificuldades em implementar e manter toda a cadeia necessária para a reciclagem desses produtos.

“A estagnação dos índices de reciclagem, apesar das várias ações, campanhas e iniciativas para alavancar o setor e viabilizar o aproveitamento dos materiais descartados, demonstra a fragilidade das redes existentes. A inexistência de um mercado estruturado para absorver os resíduos e as dificuldades logísticas e tributárias devem ser objeto de atenção prioritária, juntamente com a estruturação dos sistemas de logística reversa definidos por lei”, defende Silva Filho.

Apesar de apresentar queda nos últimos anos, outra preocupação em relação aos resíduos sólidos urbanos é o lixo orgânico. De acordo a instituição, no Brasil, a fração orgânica responde por 45,3% da composição de resíduos, o que representa um pouco mais de 37 milhões de toneladas por ano.

Outros tipos de resíduos identificados no levantamento foram os resíduos têxteis, couros e borrachas, representando 5,6% de tudo que é descartado por ano no Brasil, quase 5 milhões de toneladas.

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