A noite do Santos em Buenos Aires foi conturbada. Apesar de fazer um bom jogo contra o Boca Juniors dentro de campo, as implicações fora dele irritaram a diretoria e jogadores. “Segurando o empate” em 0 a 0 na La Bombonera, no jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores, a equipe de Cuca poderia ter saído com vantagem no placar se a arbitragem tivesse dado pênalti em lance de Izquierdoz contra Marinho, aos 29 minutos do segundo tempo. O zagueiro argentino foi apenas no corpo do atacante santista, mas o árbitro nada marcou. Na revisão do VAR, também não houve nenhuma comunicação entre as equipes. A decisão incomodou e o Santos informou, após o jogo, que enviará um ofício à Conmebol sobre a atuação da tecnologia de vídeo.

“O time santista destaca a estranheza pela não verificação do VAR à beira do campo, no lance que Marinho foi derrubado dentro da área adversária no segundo tempo”, escreveu o clube nas redes sociais. Em outra postagem, fica claro a revolta santista. “Inevitável a revolta santista após o apito final, mas importante não esquecermos de algo essencial: o Santos fez uma grande partida na La Bombonera e agora decide a vaga na Vila Belmiro. Seguimos na luta, nação santista”. A partida de volta acontece na próxima quarta-feira, 13, às 19h15 (horário de Brasília). O empate sem gols leva para os pênaltis, com gols é favorável aos argentinos e qualquer vitória do Santos classifica o clube brasileiro.

Ônibus é atacado ao chegar no hotel

Não bastando a confusão com o VAR dentro de campo, o elenco santista também passou por um episódio de violência. O ônibus em que a delegação estava foi atingido por um tijolo, segundo o jogador Kaio Jorge. Ninguém se feriu. “O ônibus do Santos foi apedrejado quando chegava ao hotel em que está hospedado. A pedra acabou estilhaçando o vidro e poderia ter causado algum ferimento grave na delegação santista. Uma atitude lamentável que vai contra o tamanho do duelo entre duas das maiores equipes do continente”, escreveu a equipe no Twitter.