A Polícia Federal (PF) esteve nesta terça-feira, 17, na residência do jornalista Oswaldo Eustáquio, em Brasília, para cumprimento de mandados de busca e prisão domiciliar. A ação faz parte do inquérito que investiga o financiamento de atos antidemocráticos, que tem como relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) o ministro Alexandre de Moraes. Segundo publicação feita pela assessoria do blogueiro nas redes sociais dele, Eustáquio “está sendo conduzido à Superintendência da Polícia Federal com mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes”. A publicação, assinada pela assessoria de comunicação do jornalista, cita que a motivação da prisão foram as denúncias “da trama do golpe de Luciano Bivar (PSL) e o laranjal de Guilherme Boulos” e fala em prisão por “por crime de opinião”. No entanto, segundo o site G1, Oswaldo Eustáquio teria descumprido as medidas cautelares impostas a ele, como a determinação de não sair de Brasília sem avisar as autoridades e não postar nas redes sociais. O jornalista teria ido a São Paulo para fazer uma matéria jornalística contra o candidato à Prefeitura da capital, Guilherme Boulos (PSOL).

No domingo, 15, a Justiça Eleitoral ordenou a suspensão do canal do Youtube de Eustáquio pelo vídeo “O laranjal de Boulos: PSOL utiliza empresas fantasmas para lavar dinheiro na corrida eleitoral em SP”, material que teria sido feito em São Paulo e levado ao mandado de prisão domiciliar. O conteúdo publicado diz que o candidato do PSOL lavou dinheiro por meio da contratação de empresas falsas e imputa a Guilherme Boulos a prática do crime de falsidade ideológica eleitoral. A campanha de Boulos entrou com ação acusando o youtuber de propagar fake news, o que levou a decisão da justiça. O bolsonarista já foi preso no âmbito do inquérito que investiga o financiamento de atos antidemocráticos contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).