Os dez primeiros meses deste ano foram os mais aquecidos da história das fintechs brasileiras. Desde janeiro, os investimentos no setor alcançaram a marca de 1,01 bilhão de dólares. O volume é 22% maior que o mesmo período de 2019, quando 823 milhões de dólares foram aportados. Somente em outubro, as fintechs receberam 23 milhões de dólares, distribuídos em doze rodadas. Os dados são do Inside Fintech Report, levantamento realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito, e que será divulgado nesta terça-feira, 17.

Entre janeiro e outubro de 2020 foram realizadas 71 rodadas em startups do setor financeiro, ante 69 aportes efetuados no mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2019 inteiro, foram 89 investimentos no total. Entre as inúmeras categorias que integram o setor de fintechs, as de Serviços Financeiros foi a que recebeu maior volume de investimentos, 676 milhões de dólares, liderança puxada principalmente pelos aportes de 300 milhões de dólares cada, no Nubank e na Neon. Em seguida, vieram os segmentos de Meios de Pagamentos (101 milhões de dólares) e de Crédito (83 milhões de dólares).

“No início da pandemia, muita gente questionava a sustentabilidade das fintechs diante de uma crise. Chegamos até aqui e percebemos que elas não apenas sobreviveram, como têm atraído cada vez mais a atenção do mercado”, afirma Tiago Ávila, líder do Distrito Dataminer.