A Mariana Oliveira sempre fez compras online, mas durante a pandemia o hábito se tornou ainda mais frequente. Mesmo com a reabertura das lojas, a bancária conta que continua comprando tudo o que pode pela internet. “É uma facilidade muito grande que a gente tem hoje em dia. Se quero comprar alguma coisa, já sei exatamente onde comprar, se aquele site é confiável também. Sites novos a gente tem que entender se aquele lugar é confiável”, relata. Somente de julho a setembro, segundo a Neotrust|Compre&Confie, quase 5 milhões de novos usuários compraram pela internet ou por aplicativos pela primeira vez. Cerca de 23 milhões de consumidores realizaram ao menos uma compra online, um aumento de 60% em relação ao mesmo período do ano passado. Mais gente comprando também significa oportunidades de emprego. Executivo de uma plataforma de entregas, Rafael Mendes conta que a empresa cresceu de maneira expressiva nos últimos meses.

“Com mais pacotes precisando ser entregues, aumenta a necessidade de ter entregadores nas ruas. A gente tem na plataforma desde motoboy até motoristas de mobilidade, então tem muitos motoristas que faziam transporte de passageiros e se viu sem demandas ou preferiu não ter contato com outras pessoas”, conta, explicando o motivo da adesão de alguns motoristas a entregas de compras online. Até o 3º trimestre deste ano, o faturamento do e-commerce no Brasil já superou o faturamento total de 2019. Por outro lado, as lojas físicas continuam sofrendo os efeitos na pandemia. Só na cidade de São Paulo, pelo menos 32% dos lojistas de shoppings tiveram até 90% de queda em vendas mesmo após a reabertura das atividades.

*Com informações da repórter Letícia Santini