A empresa Golar, uma empresa anglo-norueguesa do setor de gás natural que tentou arrematar um terminal da Petrobras na Bahia no mês passado, ganhou uma nova preocupação. Além de ter sido desclassificada do certame após fazer a melhor oferta, agora está recebendo uma enxurrada de ações coletivas nos Estados Unidos devido ao CEO de uma de suas coligadas tem sido citado na Operação Lava Jato. O nome do executivo é Eduardo Antonello e ele comandava a Hygo, uma joint-venture da Golar com um grupo de investidores americanos, o Stonepeak Infrastructure Partners. Testemunhas da Lava Jato disseram que ele participou de um esquema de propinas, em 2011, quando trabalhava na Seadrill. Quando veio à público a acusação, as ações da Golar e da Hygo despencaram na Nasdaq.

A Golar achou melhor trocar o executivo e contratou Paul Hanrahan, então CEO da AES Corp., para substituí-lo. Com a alteração, a Golar também suspendeu o memorando de entendimento entre a Hygo e a Norsk Hydro, outra norueguesa enrolada no Brasil depois de ter problemas com barragens da subsidiária Alunorte, no Pará. Mesmo com as trocas, os acionistas e os advogados americanos especializados em cobrar indenizações de empresas que se enrolam em esquemas de corrupção não ficaram convencidos. Ao menos um escritório já entrou com o processo e outros três estão com denúncias prontas para serem entregues à Justiça americana.

A companhia foi fundada em 1946, em Oslo, na Noruega. Posteriormente foi negociada por grupos ingleses e hoje divide suas operações entre Londres e Oslo. Curiosamente, a sede fiscal da companhia não está em nenhum dos dois países, mas nas Ilhas Bermudas, um paraíso fiscal no Caribe.

+ Siga o Radar Econômico no Twitter

Continua após a publicidade