A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enviou na tarde desta quarta-feira, 11, as informações solicitadas pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, sobre os critérios para paralisar ou continuar com os estudos da CoronaVac, vacina de tecnologia chinesa desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, contra o novo coronavírus. O pedido de Lewandowski foi feito após ação protocolada pela Rede, que pediu explicações sobre a forma como o governo federal trata o desenvolvimento da vacina. Os estudos da CoronaVac foram brevemente paralisados após a morte de um voluntário por causas não relacionadas à vacina. No pedido do STF, o ministro também determinou que a Anvisa esclarecesse o estágio de aprovação das outras vacinas desenvolvidas no país.

Em nota, a Anvisa afirmou que as informações fornecida ao STF demonstram que “medidas em curso adotadas pela Agência acerca do desenvolvimento de todas as vacinas em estudo no país seguem rigorosamente o rito técnico e científico previsto em protocolos internacionais e no regulamento em vigor na Anvisa, com observância da isonomia, da imparcialidade e especialmente dos preceitos de confidencialidade”. A agência afirmou, ainda, que tem compromisso com a qualidade dos dados dos estudos clínicos e com a segurança dos voluntários. As informações foram fornecidas ao STF poucas horas após o órgão permitir a volta das pesquisas.