A empresária Cristina Boner e sua filha, Bruna Boner, conseguiram impedir a suspensão de contratos de sua empresa, a Globalweb, de forma unânime pelo Tribunal de Contas da União em um processo que investigou suposto tráfico de influência. O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, apontou possíveis irregularidades em contratos celebrados entre órgãos do governo federal com a Globalweb Outsourcing, da família Boner, devido a Cristina ter sido casada com o advogado Frederick Wassef. Segundo Furtado, a empresa obteve aumento expressivo no volume de pagamentos durante a gestão de Jair Bolsonaro e, em sua visão, isso poderia ter sido fruto de tráfico de influência praticado por Wassef, advogado do senador Flavio Bolsonaro, filho do presidente. A tese não foi corroborada pelos ministros do tribunal.

“Considerando que a representação não se fez acompanhada de indício de irregularidade concernente aos fatos noticiados, até porque eles foram narrados de forma genérica a partir de notícia jornalística”, os ministros indeferiram o pedido de cautelar feito pelo procurador que exigia a suspensão dos contratos e a imediata realização de novas licitações.

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