Em raro momento de confluência de ideias, Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Paulo Guedes, ministro da Economia, tratam pessoalmente da articulação para a reforma tributária. Até pouco tempo, Esteves Colnago, secretário de Guedes, era quem fazia a interlocução. Porém, desta vez, nenhum dos dois colocou ninguém para fazer o meio campo do assunto. Obviamente, isso não significa que está garantido qualquer avanço. Até porque, Maia bate o pé pela PEC 45, enquanto que Guedes pede que seja incluído o imposto digital, a Nova CPMF, como forma de desonerar as folhas de pagamentos.

O fato positivo é que ambos entendem ser possível aprovar um texto base até o fim do ano, mesmo que apenas no primeiro turno — por ser uma PEC, são necessários dois turnos. Caso Guedes consiga levar ao plenário a proposta do imposto digital, acredita ter grandes chances de emplacar o projeto. Estão ao seu lado alguns setores que seriam altamente impactados pela PEC 45, como o setor de serviços — exceto os bancos, favoráveis integralmente à proposta de Maia.

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