Ficou decidido nesta quarta-feira, 5, que o veto do saneamento, que impede renovações de concessões sem licitação, será discutido dia 19, entre os dois turnos das eleições municipais. Caso estivesse com força no Senado, não haveria problema algum. Contudo, o governo não está conseguindo segurar a oposição praticada por partidos que supostamente seriam da própria base na discussão. “Está por um triz o veto do saneamento”, disse um aliado do governo. A tendência é que, sob o comando do senador Eduardo Braga (MDB-AM), o Senado derrube o veto.

Davi Alcolumbre (DEM-AP), que tem sido um aliado de Paulo Guedes nas discussões, cobrou em reunião com as lideranças uma orientação do Palácio do Planalto no tema, que nunca veio. “Não há qualquer comunicação por parte deles”, reclamou um assessor de Alcolumbre. Caso perca a batalha pelo veto do saneamento, será a segunda em 15 dias. Nesta quarta, o Congresso derrubou o veto sobre a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores para 2021. Foi outro pedido específico de Guedes a Bolsonaro.

Na visão de Guedes, a desoneração não é tão importante porque ele acredita ser possível aprovar o imposto digital, a chamada Nova CPMF, que vai desonerar a folha de todos os setores. Porém, não há solução para a queda do veto do saneamento, que permitirá que estatais estaduais continuem a prestar o serviço em suas regiões com baixíssimo investimento.

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